Autismo: como reconhecer os sintomas?

Desde 2007, a Organização das Nações Unidas celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo no dia 2 de abril. O objetivo é de chamar atenção para essa síndrome que restringe a interação social e a comunicação de seus portadores e que, acima de tudo, afeta um número cada vez maior de pessoas. De acordo com uma pesquisa do governo dos Estados Unidos, por exemplo, 1 em cada 68 crianças apresentam certo grau de autismo. No mundo todo, estima-se que 70 milhões de pessoas sofram com o distúrbio.

Mas o que, de fato, é o autismo? Existe cura? Mesmo sendo um tema mais recorrente e ganhando cada vez mais espaço em novelas e filmes, a síndrome ainda não é compreendida por muitas pessoas. Neste post vamos esclarecer dados sobre a doença, suas causas e falar sobre o tratamento por meio da psicanálise — que oferece uma preciosa abordagem a todos os transtornos psíquicos, incluindo o autismo. Confira!

O que é o autismo?

O autismo é hoje entendido como uma síndrome em que o sujeito situa-se no mundo de uma forma singular, construindo uma realidade em torno de si mesmo. Nesse contexto, ele apresenta dificuldade no desenvolvimento da linguagem, da habilidade de comunicar-se e, principalmente, de criar laços sociais com seus pares.

No decorrer dos anos, constatou-se que o autismo apresentava graus diferenciados de manifestação em cada portador, podendo ser mais intenso em alguns casos. Além disso, na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), de maio de 2013, a doença passou a integrar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que também comporta a Síndrome de Asperger.

Saiba quais são os sintomas

Os sintomas apresentados por portadores do autismo são muito sutis no início da vida. Mesmo assim, os pais geralmente conseguem identificar que há algo de errado com a criança por volta dos 18 meses, percebendo que ela não os escuta muito ou não interage com eles, por exemplo. Em geral, os sintomas da doença são:

  • recusa de contato com outras pessoas, tanto verbal quanto visual;
  • isolamento do mundo exterior;
  • comprometimento da capacidade de conversar, que pode ser total ou brando;
  • estereotipias (movimentos repetitivos e sem finalidade aparente);
  • estipulação de rituais próprios;
  • repetição de palavras.

Para um diagnóstico correto, porém, é necessário que um profissional qualificado realize testes e entrevistas.

Conheça as causas e o tratamento para o autismo

Atualmente, correntes de pesquisa apresentam opiniões divergentes sobre a causa do autismo. Por um lado, cientistas atrelam o surgimento do distúrbio exclusivamente ao campo biológico, ao afirmar que a doença é passada de pai para filho. A perspectiva psicanalítica, por sua vez, trabalha com a ideia de que esse é um transtorno mental de origem psíquica.

Independentemente da origem, é certo que as consequências desses sintomas privam a criança e, posteriormente, o adulto, a se integrarem socialmente. O acompanhamento de um psicoterapeuta, no entanto, pode contribuir para que esse quadro seja amenizado e que o sujeito consiga interagir mais com as pessoas, estimulando-a a reduzir seu isolamento e aumentar as trocas sociais por meio da fala.

É importante ressaltar que quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Isso acontece porque o comportamento desviante cristaliza-se e fortifica-se cada vez mais com o decorrer do tempo, sendo, portanto, mais fácil de quebrá-lo ainda quando criança.

E você, conhece alguém que tenha autismo? Acha que ele ou ela tem boa capacidade de interação com outras pessoas? Tem dúvidas, opiniões ou experiências para compartilhar conosco? Deixe o seu comentário e participe da conversa!