Como a terapia pode ajudar a tratar problemas sexuais

A incidência de problemas sexuais na população mundial é muito maior do que se imagina. Com rotinas cada vez mais agitadas e estressantes, poucas pessoas são capazes de perceber que muitos de seus hábitos individuais e psicológicos podem interferir, de maneira significativa, no seu desempenho e desejo sexual.

Para indivíduos que sofrem com esses distúrbios de qualquer natureza, a terapia tem sido apontada como a melhor alternativa para solucionar o problema — podendo ser considerada até mesmo mais eficiente do que o uso de medicações específicas para esse fim. Se você ficou interessado em saber como a terapia é capaz de agir em benefício de quem apresenta esses distúrbios, confira o nosso artigo e veja como tratar problemas sexuais com essa técnica!

Vida sexual e psicologia: completamente interligados

Você pode achar que é mentira, mas a sua vida sexual está completamente conectada com o seu psicológico. Qualquer desafio que você enfrenta, problemas que tem na rotina ou até decepções ao longo da vida podem levar ao desenvolvimento de problemas na sua saúde, certo? Além dos problemas cardíacos, depressão e descontrole glicêmico, os distúrbios psicológicos, por mais leves que possam inicialmente parecer, também refletem na sua saúde sexual.

Além disso, muitos fatores de ordem social também podem influenciar na libido e no desempenho sexual de uma pessoa. Tabus, crenças religiosas, preconceitos e traumas são responsáveis por alterar o desejo ou a capacidade de se relacionar sexualmente com alguém. E é por esse motivo que a terapia tem um papel muito importante no tratamento desses distúrbios.

Reconhecendo o problema psicológico e sexual

O primeiro cuidado que uma pessoa deve ter é com o reconhecimento desse distúrbio. É muito importante identificar, primeiro, qual é a manifestação do seu organismo com relação ao problema psicológico para depois usar a terapia como uma alternativa de cura.

Alguns dos distúrbios sexuais mais comumente diagnosticados na população mundial apresentam algum pano de fundo psicológico como uma de suas principais causas. Vamos discutir alguns deles aqui:

Falta de desejo sexual

A falta de desejo é caracterizada por dois quadros clínicos: ou o indivíduo tem aversão ao sexo ou tem pouco ou nenhum desejo de ter atividade sexual. A insistência da prática do sexo com esses indivíduos pode resultar em quadros de ansiedade, medo e até mesmo nojo.

Esse quadro clínico pode ser diagnosticado em homens e mulheres.

Disfunção erétil

A disfunção erétil é um problema sexual exclusivamente masculino, caracterizado pela incapacidade de sustentar uma ereção peniana. Apesar de poder ser causada por problemas biológicos, o psicológico do indivíduo tem participação importante no desenvolvimento dessa dificuldade.

Ejaculação precoce

Assim como a disfunção erétil, a ejaculação precoce sofre uma influência enorme da condição psicológica do indivíduo. Esse quadro é caracterizado pela ejaculação em apenas poucos minutos de prática sexual.

O papel da terapia na recuperação de distúrbios sexuais

Quando o problema sexual é diagnosticado por um profissional da área da saúde, o tratamento indicado é a terapia, que ajuda a identificar qual é o problema psicológico que está refletindo na capacidade sexual do indivíduo. Ela pode ajudar a estimular o autoconhecimento, desmistificar crenças pessoais e limitações causadas por restrições sociais e também garantir o fortalecimento da autoestima de quem está lidando com esses problemas.

Não existe justificativa para ignorar o papel da terapia na recuperação de um indivíduo que apresenta dificuldades na vida sexual. Como muitos dos nossos problemas psicológicos refletem de maneira significativa no nosso desejo ou capacidade de se relacionar com outra pessoa — tanto sexual quanto emocionalmente —, cuidar da mente é o passo mais importante para quem quer ficar livre desses distúrbios que afetam a nossa sexualidade.

Você já usou a terapia para tratar problemas de cunho sexual? Quais foram os benefícios observados durante o tratamento? Compartilhe sua opinião conosco!