Será que eu sofro com transtornos de humor?

Os transtornos de humor podem aparecer em qualquer idade ou fase da vida e não são quadros muito fáceis de identificar (nem lidar), especialmente porque é muito comum que quem sofra de algum deles nem mesmo perceba o problema. Como quem costuma notar são as pessoas ao redor, sejam os familiares, amigos ou os colegas de trabalho, é importante dar ouvidos quando alguém lhe diz que seu comportamento está diferente.

Claro que somente um profissional poderá realmente diagnosticar e dizer se você sofre algum tipo de transtorno de humor, qual tipo, em que intensidade, qual o melhor tratamento, mas é sempre bom prestar atenção a alguns sinais de que você pode estar sofrendo com isso.

Distimia

A distimia é o transtorno de humor mais difícil de identificar, pois se manifesta como uma depressão leve ou moderada, que não impede que a pessoa continue realizando suas atividades. Inclusive, muitas vezes é vista apenas como um traço da personalidade mal-humorada da pessoa e não como um problema real.

Seus sintomas são duradouros, oscilantes, e se não forem tratados podem evoluir para um caso de depressão grave. O uso de medicamentos nem sempre é recomendado para a distimia, já o uso da psicoterapia pode ser extremamente benéfico.

Depressão

A depressão é um sentimento de tristeza profunda generalizada, perda de interesse e prazer por qualquer atividade que a pessoa gosta de fazer, cansaço, desânimo, sentimento de culpa ou inutilidade, falta de interesse sexual, baixa autoestima, perda de concentração, dificuldade para tomar decisões e retraimento social. A pessoa com depressão também apresenta alguns sintomas fisiológicos e cognitivos, como falta ou excesso de apetite, insônia ou hipersônia e dificuldade para realizar tarefas do dia a dia ou simplesmente sair da cama.

Esse transtorno pode ser causado por fatores genéticos, sociais ou traumas, e são recorrentes os pensamentos sobre morte e suicídio, por isso, é muito importante o acompanhamento de um profissional — mesmo que a pessoa esteja sendo tratada com medicamentos, a psicoterapia aliada ao apoio familiar são fundamentais na recuperação. A psicoterapia tratará as causas da depressão e fornecerá mecanismos ao paciente para evitar a reincidência do quadro, enquanto os medicamentos tratam os sintomas.

Bipolaridade

A bipolaridade é uma variação de humor brusca, aparentemente sem motivo algum. O bipolar fica eufórico e cheio de energia em alguns momentos, mas em outros fica agressivo ou deprimido.

Nos momentos de euforia, a pessoa fica hiperativa, fala demais (logorreia), não sente sono, tem otimismo excessivo e pode até gastar dinheiro impulsivamente. Já nos momentos de depressão, apresenta todos os sintomas do quadro que citamos acima, podendo, inclusive, ter ideias suicidas.

O convívio com uma pessoa bipolar pode ser muito difícil, por isso é importante que toda a família se envolva e ajude no tratamento.

Agressividade

A agressividade é outro transtorno de humor que a pessoa tem grande dificuldade de reconhecer que tem — e procurar ajuda —, por isso, o suporte familiar é fundamental para o diagnóstico e tratamento.

Quem sofre com isso precisa de pouco ou quase nenhum estímulo para se irritar e se tornar muito agressivo, podendo até mesmo praticar algum ato de violência física contra alguém. O tratamento pode envolver medicamentos, mas precisa estar aliado à psicoterapia para tratar as causas e origens do quadro, ajudando a pessoa a controlar seu impulso de responder com agressividade a tudo que acontece.

Independente do diagnóstico, todos os transtornos de humor podem (e devem) ser tratados com terapia. É ela que vai ajudar a identificar de onde vem o transtorno, qual a sua intensidade e ajudar a lidar com o problema, diminuindo as chances de reincidência do quadro.

Já sofreu algum desses transtornos ou conhece alguém que precisa de ajuda nesse sentido? Comente aqui no blog, conte para nós e vamos compartilhar experiências!